domingo, 12 de julho de 2015


 Vestígios Açorianos
  projeto aprovado pelo Fundo de cultura do Rio Grande do Sul 















PROJETO VESTÍGIOS AÇORIANOS, 

DISTRIBUIÇÃO DE PLACAS EM CERÂMICA, COM ESTAMPAS SIMILARES AOS ANTIGOS AZULEJOS COLONIAIS PORTUGUESES, REGISTRANDO IMAGENS DE DIFERENTES ÉPOCAS E ESTILOS, HOMENAGEANDO O POVO AÇORIANO. 


Através de  registros  fotográficos em diversas cidades, retratando  diferentes épocas históricas e estilos arquitetônicos, estampando-as em cerâmicas com barras similares aos antigos azulejos coloniais portugueses, estas peças remetem ao passado, lembrando vestígios da colonização açoriana.
As placas serão expostas permanentemente, acompanhadas de placas informativas, esclarecendo sobre  as imagens retratadas. sendo fixadas em faixadas de prédios indicados por representantes de cada cidade. 
Quatorze cidades  foram contempladas, recebendo cada uma delas, dez peças. Destas quatorze cidades escolhidas, a  grande maioria  são de colonização açoriana, ou, tiveram  alguma passagem destes imigrantes.  
As  placas de cerâmica, retratando prédios históricos, pontos turísticos, construções de diferentes épocas  e estilos, mostram influencia de outras culturas, tendo estas imagens com estampas de antigos azulejos portugueses,   Desta forma,  tratando-se de um trabalho de artes visuais, agrega-se  o moderno e antigo,   utilizando atuais técnicas, para  obter um resultado similar as pinturas manuais utilizadas  no período colonial.  Estas placas, é uma singela  homenagem ao povo açoriano, num país de colonização portuguesa. Não trata-se de um registro histórico ou arquitetônico, mas através das artes visuais,  reproduzir com atual tecnologia,  uma arte conhecida no Brasil desde o período colonial. Tratando-se de vestígios açorianos,   este foi o  padrão utilizado, como poderia ter sido as pinturas bauer , caso eu quisesse salientar a  influencia cultural trazida pelo povo germânico,  presente em muitas cidades gauchas. 


Escolhidos os locais que terão exposição permanente dos Vestígios Açorianos (46)
Cultura




Resgatar a memória e valorizar a herança cultural açoriana na cultura do Rio Grande do Sul, através das artes visuais. Este é o objetivo do projeto “Vestígios Açorianos”, que consiste em distribuir 10 peças de cerâmica, com barras similares aos antigos azulejos portugueses a serem afixadas nas fachadas dos prédios de relevância histórica.
Caçapava do Sul, uma das cidades contempladas pelo projeto, terá as peças de cerâmica colocadas na Prefeitura, Instituto Dinarte Ribeiro, Igreja Matriz Nossa Senhora da Assunção, Secretaria de Educação, Secretaria de Cultura e Turismo, Forte Dom Pedro II, Centro Municipal de Cultura, Unipampa, Casa Borges de Medeiros e Casa dos Ministérios.
Os lugares escolhidos foram divulgados na quarta-feira, dia 08, em reunião entre Maria Alice Santos, Secretária de Turismo; Ignácio Lemos, Secretário Adjunto; Renata Becker, produtora executiva e Denize Domingos, artista plástica e idealizadora do projeto.
Segundo Denize Domingos, Caçapava do Sul foi uma das escolhidas por ser uma das cidades que tem fortes indícios da colonização açoriana.
“A ideia dos Vestígios Açorianos surgiu de uma campanha voluntária que participei. Como sou artista plástica, e sou muito ligada à estética, criei uma proposta de integrar arquitetura, design, história e cultura, e estabelecer um elo entre as cidades colonizadas pelo povo açoriano, através das placas semelhantes a antigos azulejos portugueses”, disse Denize.
A artista plástica e a produtora executiva dos Vestígios Açorianos também fizeram um workshop para alunos e professores no Instituto Dinarte Ribeiro e apresentaram o projeto ao Prefeito Otomar Vivian. Elas explicaram que no centro das peças barradas com motivos açorianos, constam imagens de pontos turísticos, prédios e outras imagens que expressam a cultura local.
De acordo com a Secretaria de Cultura e Turismo (Secultur), essas obras vão ficar expostas de forma permanente, através de colocação das peças em prédios históricos e de importância para o município, que começam nesta semana.
O projeto “Vestígios Açorianos” é financiado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (PRÓ-CULTURA RS FAC), Lei nº 13.490/10, através da Secretaria de Estado da Cultura. O projeto conta com o apoio institucional da Prefeitura de Gravataí, por intermédio da Fundação Municipal de Arte e Cultura – Fundarc, Quiosque da Cultura, bem como da Casa dos Açores do Rio Grande do Sul e das Prefeituras das cidades contempladas.
Além de Caçapava, outras 13 cidades gaúchas também foram contempladas com o projeto: Canguçu, Gravataí, Guaíba, Jaguarão, Osório, Pelotas, Piratini, Rio Grande, Rio Pardo, Santa Maria, Santo Antônio da Patrulha, Vacaria e Viamão.








Jaguarão RS  

Em 1777, com o Tratado de Santo Ildefonso, o município de Jaguarão ficava em terras espanholas. A primeira vila que começou a se formar a partir de 1751 no Rio Grande do Sul foi Rio Grande que, com a invasão dos espanhóis em 1763, transferiu sua sede de governo para Viamão.
Sendo uma das cidades mais antigas do Rio Grande do Sul, Jaguarão   nasceu e cresceu como acampamento militar. Em 1801, a guerra entre Portugal e Espanha mudou o destino da região. Por ordem de D. João VI, o general Manoel Marques de Souza deslocou seus soldados para expulsar os espanhóis que já tomavam a margem norte do Rio Jaguarão. Os militares ficaram por lá junto a uma pequena comunidade rural que, em 1812, deu origem à Freguesia de Serrito. Vinte anos depois, seria elevada a vila, já com o nome de Jaguarão.

Na cidade onde   encontra-se  um dos maiores acervos de prédios antigos, bem conservados, há pouca   influencia açoriana. Porem, o belo acervo da cidade, foi retratado em algumas peças, com placas informativas  referente as imagens confeccionadas em estilo colonial português, homenageando o povo açoriano.   



                           


                                                                Foto: Lino Marques Cardoso
                                                                  
                                                            Mercado publico Municipal 

.construído entre os anos de 1864 e 1867  em estilo colonial português, é tombado como patrimônio histórico do RS e integrante do conjunto histórico e paisagístico da cidade, tombado pela União.