Contos Farroupilhas,
Por onde passa... A brisa dos pampas levanta a poeira encobrindo historias. Desperta adormecidos fantasmas, trazendo-os ao aqui e agora revivendo emoções expressas no tempo.
Texto da obra Janelas para o Mar
Contos da Brisa do Sul
Denize Domingos
Entre o céu e a terra, havia um anjo!
Tão delicada criatura, na alma e na palma da mão, aspereza não havia. Nunca precisou cuidar de porcos, limpar chiqueiros, dar milho às galinhas, nem qualquer lida que não fosse apropriada a uma prendada donzela. Enquanto bordava, alinhavava pensamentos, sonhando com branco cavalo, montado por seu príncipe encantado. Alheia à guerra que os homens faziam, os motivos ela desconhecia. Sobrinha de Bento Gonçalves, o ge-neral a protegia da realidade, desrespeitosos cortejos e perigos que uma donzela corria.
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Nas conversas entre mocinhas, sobre sangrentas batalhas não se ouvia, falavam de belos soldados e das flores que eles traziam.
Casa cercada por alambrado, a donzela fugia além dos jardins, colhia amoras e morangos silvestres, à sombra das asas de um serafim.
Em tarde ensolarada, Rosário foi além do horizonte. Num descuido do anjo, um soldado a encantou, usava lenço branco denunciando-lhe um imperialista. Mas ela não reparou! Adormecia para sonhar com seu Estevão. Acordada o encontrava, corajoso soldado, por Rosário tudo enfrentava. Mas ela, a um Farroupilha foi prometida, matando o seu rival. Rosário, inconformada, criou um mundo só seu. A um convento foi levada. Dizem que a moça enlouqueceu. Em vida, o amor de Rosário e Estevão venceu todas as dificuldades, contrariando proibições da opressora família revolucionária. A morte não os separou. Rosário enclausurada, por breves instantes era agraciada por seu amor. Estevão ultrapassou o umbral dos mortos, fazendo companhia a sua amada. Sempre esperando viver ao lado dele pela eternidade, um dia a espera teve fim! Dizem que quando a jovem foi encontrada morta, nunca antes observou-se em seu rosto expressão tão serena, parecendo um querubim.
Adriana Mezzadri - Do Amor e da Guerra
Charqueada São João / Pelotas RS
Em estilo colonial, a antiga Charqueada de Inácio
Rodrigues Barcellos, foi construída em
1826. Segundo inventários, em 1863,
contava com 30 escravos. Na charqueada Santa Rita se instalou a primeira
fábrica de enlatados de carne da cidade.
Placa de cerâmica doada a charqueada São Pedro , Pelotas RS,.Peça doada pelo Projeto Vestígios Açorianos, aprovado pelo FAC, fundo de arte e cultura do Rio Grande do Sul, abrangendo quatorze cidades de colonização açoriana.


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