quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Vestígios  Açorianos 

Esta pagina  foi escrita  a pedido de uma amiga,  tem um sentido especial, pois será apresentada  por Martha Sozo a  sua professora de doutorado, uma Portuguesa que quer conhecer o projeto Vestígios Açorianos, e levará uma placa   para  Portugal.




                                                                       Foto: Kin Viana
                                                                   Arte gráfica: Ana mafra
                                                              projeto de arte: Denize Domingos

E  o Porto de Dolores, torna-se um Porto Alegre 



... O ano de 1752 é o referencial cronológico que assinala o desencadear da imigração açoriana para o Rio Grande do Sul, a partir de sua chegada ao porto do Rio Grande de São Pedro. Em anos anteriores, açorianos já desembarcaram no cais da então Vila do Rio Grande, porem, a politica dos casais se configurou em 1752 com a chegada de grande numero de ilhéus. Este capitulo épico no povoamento do Rio Grande do Sul acarretou o surgimento de várias cidades gaúchas e a difusão de hábitos alimentares, religiosidade, linguajares, praticas agrícolas, adaptação arquitetônica, fatos marcantes na cultura luso açoriana. 
Passaram-se  seculos apos a vinda  dos sessenta casais açorianos   que  chegaram   na vila de Rio Grande.  Deveriam  rumar em direção as  missões, povoando as reduções jesuítas, mas traçaram  seus destinos. Mudaram  o curso da viagem, desembarcando no  Porto de Dolores, ficando conhecido como Porto dos casais, tornando-o  um Porto Alegre, ainda que alguns filhos de Portugal, tenham desembarcado sozinhos, pois aqueles que sucumbiram a doenças,  foram  devolvidos ao mar retornando as origens.  A  trajetória de cada individuo, se faz a partir de suas escolhas. As agruras deixadas para traz,  deram lugar a coragem e alegria que este povo  demonstrou, mantendo suas tradições, sendo cultivadas  por futuras gerações, valorizando a contribuição de seus antepassados.  O futuro se encarrega de derrubar preconceitos, agregar novos valores  renovando arcaicos padrões, suplantando rígidos costumes e regras opressivas. Sempre haverá pessoas presas em suas ilhas, a espera de  embarcações que as leve a novos continentes, ou dispostas a jogarem-se no mar, permitindo que as marés os conduzam a horizontes brilhantes. A cada dia, uma nova aventura  nos aguarda, cabendo-nos aprender que somos parte de um único continente desmembrado em pedaços, dividido por águas salgadas, que separam  pedaços de terra, mas não impedem de cruzarmos o oceano, desbravando nossas próprias fronteiras. 

Haverá um tempo, em que o mar e a terra , doarão  fraternamente seus frutos, de acordo com a fome de quem planta ou pesca, sem ferir a  natureza. 






Imagem  retirada da internet















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