Esta pagina foi escrita a pedido de uma amiga, tem um sentido especial, pois será apresentada por Martha Sozo a sua professora de doutorado, uma Portuguesa que quer conhecer o projeto Vestígios Açorianos, e levará uma placa para Portugal.
Foto: Kin Viana
Arte gráfica: Ana mafra
projeto de arte: Denize Domingos
E o Porto de Dolores, torna-se um Porto Alegre
Arte gráfica: Ana mafra
projeto de arte: Denize Domingos
E o Porto de Dolores, torna-se um Porto Alegre
... O ano de 1752 é o referencial cronológico que assinala o desencadear da imigração açoriana para o Rio Grande do Sul, a partir de sua chegada ao porto do Rio Grande de São Pedro. Em anos anteriores, açorianos já desembarcaram no cais da então Vila do Rio Grande, porem, a politica dos casais se configurou em 1752 com a chegada de grande numero de ilhéus. Este capitulo épico no povoamento do Rio Grande do Sul acarretou o surgimento de várias cidades gaúchas e a difusão de hábitos alimentares, religiosidade, linguajares, praticas agrícolas, adaptação arquitetônica, fatos marcantes na cultura luso açoriana.
Passaram-se seculos apos a vinda dos sessenta casais açorianos que chegaram na vila de Rio Grande. Deveriam rumar em direção as missões, povoando as reduções jesuítas, mas traçaram seus destinos. Mudaram o curso da viagem, desembarcando no Porto de Dolores, ficando conhecido como Porto dos casais, tornando-o um Porto Alegre, ainda que alguns filhos de Portugal, tenham desembarcado sozinhos, pois aqueles que sucumbiram a doenças, foram devolvidos ao mar retornando as origens. A trajetória de cada individuo, se faz a partir de suas escolhas. As agruras deixadas para traz, deram lugar a coragem e alegria que este povo demonstrou, mantendo suas tradições, sendo cultivadas por futuras gerações, valorizando a contribuição de seus antepassados. O futuro se encarrega de derrubar preconceitos, agregar novos valores renovando arcaicos padrões, suplantando rígidos costumes e regras opressivas. Sempre haverá pessoas presas em suas ilhas, a espera de embarcações que as leve a novos continentes, ou dispostas a jogarem-se no mar, permitindo que as marés os conduzam a horizontes brilhantes. A cada dia, uma nova aventura nos aguarda, cabendo-nos aprender que somos parte de um único continente desmembrado em pedaços, dividido por águas salgadas, que separam pedaços de terra, mas não impedem de cruzarmos o oceano, desbravando nossas próprias fronteiras.
Haverá um tempo, em que o mar e a terra , doarão fraternamente seus frutos, de acordo com a fome de quem planta ou pesca, sem ferir a natureza.
Imagem retirada da internet

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