quarta-feira, 18 de junho de 2014








VESTÍGIOS    AÇORIANOS 



As marés do atlântico, levaram para longe os filhos de Portugal. À revelia  de  redes e anzóis, ele brada ao continente, se fazendo escutar.  Saudosa, distante das  ilhas dos açores, durante o dia, ela semeava a terra. As lavouras  douradas de trigo,  lembravam-na das  ondas  inquietas, resplandecendo o horizonte.  Em noites insones,  se dispersava, sentindo no ar o aroma  trazido de tão distante, pela  brisa do oceano, vagando lânguida nos pampas, guardando  consigo...    os segredos do mar.

DD


Imagem: Caminhodasemoções.blogspot



voz  e aroma   
 
            
A brisa vaga no prado,
Perfume nem voz não tem;
Quem canta é o ramo agitado,
O aroma é da flor que vem.
 
A mim, tornem-me essas flores
Que uma a uma vi murchar,
Restituam-me os verdores
Aos ramos que eu vi secar...
 

E em torrentes de harmonia
Minha alma se exalará,
Esta alma que muda e fria
Nem sabe se existe já.
                         
 Almeida Garrett 

 Um dos  maiores  poetas   do romantismo português. 
(Porto4 de fevereiro de 1799 — Lisboa9 de dezembro de 1854)





                                                                                          Ao Longe o MAR
                                                                                                Madredeus  



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