segunda-feira, 16 de junho de 2014



Vestígios  Açorianos 

Maragatos ou Chimangos 

Eles  defendiam   ideais   com  palavras bonitas  nos lábios, garruchas  e espadas  nas  mãos...  E  lanceiros negros, a frente dos exércitos  republicanos ou  imperialistas, dando cobertura  a  generais e soldados


Imagem: goncalodecarvalho.blogspot.com  

Piratini, a primeira capital Farroupilha 


janela do sobrado onde se instalou o Ministério da Guerra  Farroupilha durante a revolução.
Foto: Acervo DD






Janela do Palácio do Governo Farroupilha, onde o General Bento Gonçalves acenou para o povo que comemorava a independência da província.
Foto: Acervo DD 



Foto: Acervo DD
Detalhe de um armário secreto, no interior do sobrado onde serviu de Palácio do Governo Farroupilha

Foto: Denize Domingos



Na primeira  capital  Rio-Grandense, em  Piratini, a casa de família, propriedade do Capitão Manuel Gonçalves, abrigou durante a revolução farroupilha, o Palácio do Governo.
Em 1835, O general Bento Gonçalves, foi informado sobre a vitória da batalha travada contra forças imperiais, conhecida como a batalha do seival, comandada pelo general Antonio de Souza Neto. Sem o conhecimento do líder farroupilha, Bento Gonçalves, General Neto proclama  a independência da província, tornando-a uma nação republicana independente.  No local onde os lideres farroupilhas se encontravam para definirem estratégias de guerra, o Presidente da Republica Piratini  debruça-se  na janela do sobrado, saudando  maragatos e o povo da província, que tornara-se capital.  Diante  da janela, com a bandeira republicana  hasteada, um oratório  disfarça uma passagem secreta. Por tras da porta, sempre cerrada, há um balcão, onde as mulheres e crianças se escondiam  protegendo-se  de ataques. Nem um  líder revolucionário, estrategistas de guerras, permitiam ou ensinavam  mulheres a usarem armas, para defenderem-se  de abusos. 


A terceira, dos dez filhos do casal Bento e Maria Antônia, descendentes de imigrantes açorianos, após a morte do pai e o casamento da irmã mais velha, teve que ajudar no sustento da família. Por insistência da mãe, casou-se aos quatorze anos de idade, com Manuel Duarte de Aguiar, em 30 de agosto de 1835. Três anos depois, o marido alistou-se no exército imperial, abandonando a jovem esposa. 
...Uma história bastante comum, não fosse a jovem, uma Anita, ou não houvesse um Giuseppe Garibaldi, cruzado o seu caminho. A grande heroína, sem família nem lar,    certamente teria um destino bem diferente,  seguindo um  homem  com   lenço branco amarrado no pescoço, ou um maragato valente,que a escondesse dentro de um armário 



Denize Domingos







Sete Luas 
Fafá de Belém 







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