Maragatos ou Chimangos
Eles defendiam ideais com palavras bonitas nos lábios, garruchas e espadas nas mãos... E lanceiros negros, a frente dos exércitos republicanos ou imperialistas, dando cobertura a generais e soldados
Imagem: goncalodecarvalho.blogspot.com
Piratini, a primeira capital Farroupilha
janela do sobrado onde se instalou o Ministério da Guerra Farroupilha durante a revolução.
Foto: Acervo DD
Janela do Palácio do Governo Farroupilha, onde o General Bento Gonçalves acenou para o povo que comemorava a independência da província.
Foto: Acervo DD
Foto: Acervo DD
Detalhe de um armário secreto, no interior do sobrado onde serviu de Palácio do Governo Farroupilha
Foto: Denize Domingos
Na primeira capital Rio-Grandense, em Piratini, a casa de família, propriedade do Capitão Manuel Gonçalves, abrigou durante a revolução farroupilha, o Palácio do Governo.
Em 1835, O general Bento Gonçalves, foi informado sobre a vitória da batalha travada contra forças imperiais, conhecida como a batalha do seival, comandada pelo general Antonio de Souza Neto. Sem o conhecimento do líder farroupilha, Bento Gonçalves, General Neto proclama a independência da província, tornando-a uma nação republicana independente. No local onde os lideres farroupilhas se encontravam para definirem estratégias de guerra, o Presidente da Republica Piratini debruça-se na janela do sobrado, saudando maragatos e o povo da província, que tornara-se capital. Diante da janela, com a bandeira republicana hasteada, um oratório disfarça uma passagem secreta. Por tras da porta, sempre cerrada, há um balcão, onde as mulheres e crianças se escondiam protegendo-se de ataques. Nem um líder revolucionário, estrategistas de guerras, permitiam ou ensinavam mulheres a usarem armas, para defenderem-se de abusos.
A terceira, dos dez filhos do casal Bento e Maria Antônia, descendentes de imigrantes açorianos, após a morte do pai e o
casamento da irmã mais velha, teve que ajudar no sustento da família. Por
insistência da mãe, casou-se aos quatorze anos de idade, com Manuel Duarte de
Aguiar, em 30 de agosto de 1835. Três anos depois, o marido alistou-se no exército
imperial, abandonando a jovem esposa.
...Uma história bastante comum, não fosse a jovem, uma Anita, ou não houvesse
um Giuseppe Garibaldi, cruzado o seu caminho. A grande heroína, sem família nem lar, certamente
teria um destino bem diferente, seguindo um homem
com lenço branco amarrado no pescoço, ou um maragato valente,que a escondesse dentro de um armário.
Denize Domingos
Sete Luas
Fafá de Belém

Nenhum comentário:
Postar um comentário